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AVICULTURA DE POSTURA (Ovos)

* Méd. Veterinário Roberto Carlos Andrade
  
No mês de junho continua-se a conviver com os efeitos da pandemia de Corona vírus iniciada em março, na saúde, na economia e na política e mais recentemente com temores de uma segunda onda de contaminações da Covid-19.
Em junho, o mercado de ovos está bastante instável, com valorização dos preços no início e depois sucessivas quedas, devido à retração da demanda por parte dos consumidores, por conta do menor do poder aquisitivo, alto desemprego e informalidade e da diminuição de formas de consumo (restaurantes, escolas, indústrias, refeição fora de casa).
O setor também enfrenta aumento dos custos de produção e a, consequente, redução das margens de lucratividade, pelo aumento dos preços das matérias primas para a alimentação animal (especialmente, farelo de soja e milho), pressionados pelo aumento do dólar e maior exportação.

2019: produção de ovos cresceu 6,2%
 
Segundo o IBGE (Pesquisa Trimestral de Ovos), em 2019 a produção brasileira de ovos atingiu 46 bilhões de unidades (3,834 bilhões de dúzias), número superior em 6,2% a produção de 2018 (3,607 bilhões de dúzias / 43,3 bilhões de unidades).
O Paraná em 2019 colocou-se na posição de 4º maior produtor nacional com produção de 348,459 milhões de dúzias (4,18 bilhões de unidades). É antecedido por São Paulo (1,110 bilhões de dúzias 13,33 bilhões de unidades).  
Espírito Santo (362,166 milhões de dúzias / 4,35 bilhões de unidades) e Minas Gerais (357,952 milhões de dúzias / 4,30 bilhões de unidades), respectivamente o primeiro, o segundo e o terceiro produtor nacional de ovos comerciais / industriais /férteis. 
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o crescimento da produção de ovos foi induzido pelo maior consumo per capita no país ano a ano. Cada brasileiro consumiu 230 ovos em 2019, um incremento de 8,5% sobre os 212 ovos per capita consumidos em 2018. Para 2020, a previsão é um consumo de 240 ovos por habitante/ano. Segundo a entidade maior do agronegócio da pecuária nacional, praticamente todos os ovos produzidos no país se destinam ao consumo doméstico, sendo que apenas 0,41% da produção nacional é exportada.

2020: produção de ovos cresceu 3,9%
 
De acordo com os dados, recentemente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção brasileira de ovos de galinha aumentou perto de 3,9% no primeiro trimestre de 2020 (965,106 milhões de dúzias / 11,58 bilhões de ovos), em relação ao que foi registrado em igual período de 2019, cuja produção foi de 928,997 milhões de dúzias (11,15 bilhões de ovos).
Ressalte-se que o IBGE, contabiliza apenas os estabelecimentos com 10.000 ou mais galinhas poedeiras comerciais (ovos consumo) e reprodutoras (ovos férteis: estima-se que 20% da produção de ovos do país, se destina à incubação).
O número de aves de postura alojadas no campo avançou 6,9% no 1º trimestre de 2020, situando-se em 177,855 milhões de aves poedeiras. Em igual período de 2019, eram quase 166,432 milhões de poedeiras, instaladas nas granjas localizadas por todo o país.
O Paraná adentra o ano de 2020 na quarta posição no ranking da produção nacional de ovos  de galinhas, participando com 9,1% (87,921 milhões de dúzias / 1,055 bilhão de ovos) e crescendo 5,3% ante igual período de 2019 (83,468 milhões de dúzias / 1,001 bilhão de ovos).
Para sustentar tal produção, o estado paranaense teve alojadas no 1º trimestre de 2020, 16,943 milhões de galinhas poedeiras, um número 3,9% maior que o existente em 2019 (16,303 milhões).
O estado de São Paulo continua liderando a produção nacional de ovos, com um volume de 286,116 milhões de dúzias (50,894 milhões de aves poedeiras), vindo a seguir Minas Gerais (90.155 milhões de dúzias (15,175 milhões de aves poedeiras) e o Espírito Santo (89,892 milhões de dúzias e 15,336 milhões de aves poedeiras)).
 
O VBP da avicultura de postura deverá crescer 24,6%

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a avicultura de postura tende a ter um crescimento de 24,6% de seu valor da produção (2020: R$  15,255  bilhões  e  2019:  R$ 12,246 bilhões), pressionado pela perspectiva de aumento de 3% na produção nacional de ovos em 2020 (2019: 49 bilhões de ovos e 2020: 50,4 bilhões de ovos) e alta de 21% nos preços (2019: R$ 3,00/ dúzia e 2020: 3,63/dúzia).

Para a Pecuária a previsão é um crescimento de 7,5%, atingindo um valor de R$ 272,6 bilhões em 2020, ante um valor de R$ 253,5 bilhões em 2019.  A alta do VBP de produtos como suínos (+10,4%), ovos (24,6%) e carne bovina (19,5%) reflete alta principalmente de preços (5,6%, 20,9% e 15,8%, respectivamente), mas também alta da produção (4,5%, 3% e 3,1%, respectivamente).
O Valor Bruto da Produção (VBP). Agropecuária deve alcançar novo recorde em 2020, um valor de R$ 740,3 bilhões, crescimento de 12,4% em relação ao ano de 2019 (R$ 658,5 bilhões).
A estimativa para o VBP, que mede o faturamento bruto da atividade agropecuária “da porteira para dentro”, é de alta de 15,5% na agricultura, com o valor chegando a R$ 467,7 bilhões em 2020 (2019: R$ 405,02 bilhões).
 
 
CAFÉ
*Economista Paulo Franzini
 
De acordo com o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado este mês, a produção mundial de café 2020/21 pode chegar a 176 milhões de sacas de 60 quilos, um aumento de 5,5% em comparação com a safra passada, e um recorde se for confirmada. Indica também que mesmo com a pandemia do Coronavírus, a qual continua desafiando as projeções, transformando o comportamento dos consumidores e gerando grandes incertezas, o consumo mundial deve crescer 1,4%.
No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) adiou, pela segunda vez, o levantamento de campo para atualizar os dados sobre a produção da safra 2020, medida adotada em prevenção à pandemia. O primeiro levantamento da estatal prevê uma produção entre 57,2 a 60,0 milhões de sacas beneficiadas para este ano, um incremento de 15,9% e 25,8% em relação à última safra, aumento influenciado, sobretudo pela bienalidade positiva da cultura. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou a produção desta safra no início junho em 57,3 milhões de sacas.

No Paraná, a produção deve alcançar entre 900 mil a 1,0 milhão de sacas, volume semelhante ao produzido na safra passada, cerca de 10% menor que a projeção inicial em função da prolongada estiagem ocorrida entre março e maio. De acordo com os relatórios dos Núcleos Regionais do DERAL/SEAB de 22 de junho, a colheita ganhou força neste mês favorecida pela estabilidade climática a partir do dia 08/06, com predomínio de sol e temperaturas mais elevadas, chegando a 51% da produção, percentual superior à média para o mesmo período de anos anteriores. Mesmo a pandemia do COVID-19 exigindo cuidados redobrados com o isolamento social,  os trabalhos no campo seguem em ritmo acelerado devido a maturação antecipada dos frutos influenciada pela estiagem prolongada. O mesmo relatório indica que 94% da produção por colher está em fase adiantada de maturação e que 80% das lavouras encontram- se em boas condições.

Com o recuo nas cotações verificadas nas últimas semanas no mercado físico, os preços recebidos pelos produtores no Paraná tiveram queda gradativa durante o mês de junho, fechando a semana de 15 a 19/06 em R$425,36/saca, baixa de 17,36% em comparação ao valor médio recebido durante o mês de maio de R$514,70/saca. Com isso o ritmo das vendas desta safra e do remanescente da última safra diminuiu, e os cafeicultores permanecem com a atenção voltada para os trabalhos de colheita e preparo dos lotes, vendendo somente o necessário para custear as despesas do período.
 
 
FEIJÃO
*Eng. Agrônomo Carlos A. Salvador
 
2ª Safra
 
A safra caminha para o seu final e os agricultores colheram em torno de 97% do total cultivado. As condições das lavouras espelham a baixa produtividade dos stands a campo e praticamente a totalidade da área se encontra em fase de maturação. Devido à estiagem em grande parte do primeiro semestre do ano, é estimada uma quebra na produção em cerca de 40%, isto é, cerca de 174 mil toneladas deixaram de ser colhidos pelos agricultores. Cerca de 87% do total colhido foi comercializado, e a qualidade de grande parte do produto final foi comprometida pela desuniformidade no diâmetro do produto. A produção paranaense de feijão na segunda safra (feijão da seca) deve totalizar em aproximadamente 263 mil toneladas, redução de 27% comparativamente ao ano anterior, em uma área plantada de 222 mil hectares, 10% menor que a safra passada. A safra apresenta um equilíbrio na oferta de feijão cores e preto, e a estimativa é de que 49% são cores e 51% preto.

3ª Safra
 
A área estimada da safra de inverno é de 2.027 hectares, e produção em torno de 2.352 toneladas. É uma pequena safra que é cultivada nas regiões de Cornélio Procópio, Jacarezinho, Londrina, Maringá e Umuarama. Esta safra caracteriza-se pelo cultivo de feijão cores, sendo que 61% da área já foi plantada. As condições de campo não são as ideais, e somente 52% das lavouras se encontram em boas condições e 48% em condições medianas.

Preços Recebidos pelos Agricultores no Estado do Paraná
De acordo com o DERAL/SEAB, o preço médio recebido pelos produtores classe cores nas três primeiras semanas de junho foi R$ 273,91  sc 60 kg, redução em 11, e o classe preto foi cotado em maio R$ 221,75 sc 60 kg, aumento em 1%.

Produção Nacional de Feijão 
Conforme dados da Conab em junho de 2020, a escassez de chuvas principalmente no Sul e Sudeste do país impactou o desenvolvimento das lavouras de feijão na segunda safra. Dessa forma, o rendimento médio estimado está aquém do esperado, principalmente na Região Sul. No âmbito geral, a estimativa de produção é na ordem de 1.236,6 mil toneladas, sendo 4,9% inferior à temporada anterior. Houve gradativa queda dos preços a partir de junho com o avanço da oferta da produção proveniente da 2ª safra e com o início da colheita da 3ª safra.

  
FRUTICULTURA
*Eng. Agrônomo Paulo Andrade
 
As Relações Internacionais ultrapassam a diplomacia e no caminho de um mundo cada dia mais integrado, as interações entre os países são fundamentais para equilibrar os interesses entre eles. Desta forma, a percepção das necessidades ou ofertas de seu potencial parceiro em negócios,  se for o caso, impõe a necessidade de profundos conhecimentos econômicos, sociais e inclusive políticos, para a evolução da associação.
Sob a perspectiva da fruticultura, o foco se encerra sobre a China, país de dimensões continentais e com a maior população do planeta, cujos 1,39 bilhão de habitantes tem vivenciado nestes últimos 40 anos um crescimento significativo de sua renda.

A FAO/ONU – Organismo de Agricultura e Alimentação, da Organização das Nações Unidas, aponta o gigante asiático como o principal produtor mundial de frutas, tendo em 2018 colheitas de 243,6 milhões de toneladas, extraídas de 15,5 milhões de hectares. Com números robustos, a China contribui com 28,1% da safra mundial e cultiva 23,7%  da área da fruticultura.
Dentre as principais frutas cultivadas no mundo, é líder na produção de melancias, maçãs, uvas, tangerinas, melões, pêssegos e nectarinas, peras, ameixas, grapefruits, morangos, caquis e kiwis; segundo em bananas, laranjas e mangas; e terceiro em Limões.

De acordo com a FAO, no viés do comércio internacional de frutas em 2017, o país figura como segundo exportador mundial, tendo comercializado 4,4 milhões de toneladas e gerado  receitas  de  US$ 6,1 bilhões. Números que auferem uma participação de 5,2% e 7,7% nos volumes e valores da exportação do ano em tela, cujos montantes somaram 85,3 milhões de toneladas e US$ 79,9 bilhões.
A China detém o segundo lugar inclusive nas importações de frutas, posicionando o país como um grande comprador, pois em 2017, dispendeu US$ 8,3 bilhões para aquisição de 5,9 milhões de toneladas. Em relação às importações totais, com 82,1 milhões de toneladas e US$ 88,2 bilhões, os chineses contribuíram com a parcela de 7,1% do volume e 9,5% dos valores.
Conquanto uma balança comercial deficitária na Fruticultura, a China caminha para a autossuficiência no setor e não se furtará em ampliar os seus mercados. Com uma presença ostensiva em algumas espécies frutícolas, ofertará produtos de qualidade para a próxima década, acirrando a competitividade entre os jogadores deste negócio da Agricultura.
 As chuvas que ocorreram durante os primeiros dias do mês de junho, foram benéficas à colheita, ao preparo de solo e ao início de plantio da nova safra de 2020/21. Porém, nas principais regiões produtoras de mandioca, boa parte dos produtores está dedicando a maior parte do tempo ao plantio e reduzindo o ritmo de colheita.
Alguns produtores que não tem muita urgência de entregar as terras arrendadas ou grande necessidade de fazer caixa estão postergando a colheita com intuito de melhora nos preços. Apesar de uma pequena reação na demanda pelos produtos da mandioca, na última semana, a Pandemia provocada pelo Corona vírus, continua influenciando na comercialização. A média dos preços recebidos, na última  semana,  foi  de R$ 335,00 por tonelada de mandioca posta na indústria, considerada baixa pela maioria dos produtores.

MANDIOCA 
*Economista Methodio Groxko

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE, a produção brasileira de mandioca na safra de 2019/20 deverá alcançar 18,7 milhões de toneladas, contra 19,0 milhões colhidas no ano passado. Já no Paraná, que ocupa a segunda posição nacional, a área para esta safra é de 141 mil hectares e a produção está estimada em 3,4 milhões de toneladas, 10% superior ao colhido na safra passada.
 
MILHO
* Administrador Edmar W. Gervásio
 
O relatório mensal de safras do Deral aponta uma estabilização nas potenciais perdas observadas nos relatórios anteriores.  Isso acontece devido ao  retorno das chuvas no Estado que  foram fator determinante para mitigar essas perdas. O relatório de junho aponta que 44% da área a colher encontra-se em condição boa, enquanto 39% em condição mediana e 17% em condição ruim. No Estado já é possível estimar que 39% das lavouras estão em sua fase final, maturação e  muito próximas da colheita. De outro lado 57% concentra- se na fase de frutificação e 4% em floração.

A área total estimada é de 2,3 milhões de hectares um aumento de 0,8% quando comparado a safra anterior. Já a produção estimada é de 11,4 milhões de toneladas uma redução em torno de 15% comparativamente à safra anterior. A produção de milho no Estado este ano não atingirá o potencial esperado, até junho/20 estima-se que a perda no campo será superior a 1,6 milhões de toneladas. A produção inicialmente esperada era de 13 milhões de toneladas. No campo a colheita já começou de forma tímida e deve se intensificar a partir de julho se as condições climáticas forem favoráveis.
 
 
OLERICULTURA
*Eng. Agrônomo Carlos A. Salvador
 
Batata 2ª safra
Com uma área cultivada de 11.763 hectares, a estimativa do setor é produzir 294.418 toneladas. A totalidade da área está plantada,  sendo que 71% do total já foi colhida, e aproximadamente 74% foi comercializado.
As lavouras a campo presentam 67% das áreas em boas condições, 25% em condições medianas e 9% em condições ruins. Cerca de 77% da área cultivada se encontra na fase final de maturação e 17% na fase de frutificação. A estiagem que atingiu o Estado do Paraná, fez com que nem todas as lavouras chegassem seu potencial produtivo máximo.
Levantamento deste DERAL/SEAB mostra que o cultivo da Batata 2ª Safra apresenta uma redução de 13% na produção até este momento. As quatro principais regiões produtoras paranaenses são: Curitiba, Guarapuava, Ponta Grossa e União  da Vitória.A média estadual dos preços recebidos é de R$118,91/50 Kg, redução em 4% ao valor praticado no mês de maio que foi R$ 124,00/ 50 kg.

Cebola
Para a safra 2020/21 da cebola, 30% dos 4.335 hectares estimados foram semeados. Se o clima ajudar,  os produtores irão  colher  em torno de 117.417 toneladas.
 
A estimativa deste DERAL/SEAB é um aumento da área cultivada em 6%, e na produção um acréscimo de 14%. A produtividade esperada está em torno de 27 toneladas por hectare. As principais regiões produtoras são Curitiba, Guarapuava, Irati, Jacarezinho, Ponta Grossa, União da Vitória e Pato Branco.
 
Tomate segunda safra 2019/20
 
A área destinada ao cultivo do fruto é 1.350 hectares e a produção está estimada em 82.617 toneladas. Cerca de 98% da área foi plantada, 77% colhida e deste total 75% comercializada. Até o momento a segunda safra apresenta uma redução na produção de 4% por questões climáticas.
O preço médio recebido pelos agricultores no Estado do Paraná nas quatro primeiras semanas de junho/20 foi de R$ 31,85/ 23 kg, redução no valor em 18% em relação a maio.
Com o aumento da oferta de outras regiões produtoras como do interior de são Paulo, o tomate cultivado no Paraná sofre uma pequena redução nos preços recebidos.

PECUÁRIA DE CORTE
*Méd. Veterinário Fábio Mezzadri

China cobra garantias aos seus importadores de carnes. Alguns frigoríficos brasileiros assinaram declarações solicitadas por autoridades chinesas atestando que suas exportações estão livres do coronavírus. A China fez este pedido a praticamente todas as empresas que exportam carnes a eles, não somente do Brasil, mas de diversos países.
Os principais países exportadores de carnes como Brasil e Estados Unidos, tiveram milhares de casos da COVID-19 entre trabalhadores de frigoríficos. A China intensificou as inspeções às importações de carnes, após novos casos da doença terem surgido em Pequim.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) confirmou em nota que os exportadores brasileiros receberam pedidos de declaração feitos pelos importadores que cumprem a norma chinesa, que garante a segurança dos alimentos.
Somente nos setores de aves e suínos, as exportações brasileiras para a China podem superar
1 milhão de toneladas em 2020, ante 834 mil toneladas embarcadas ano passado, conforme estimativa da associação. (Com informação da Reuters).
 
 SOJA
  
*Economista Marcelo Garrido
 
O  relatório   mensal   referente   ao mês  de junho, divulgado pelo Departamento de Economia Rural, confirma a colheita de uma safra recorde no ano de 2020. Segundo os técnicos de campo do Deral, foram colhidas aproximadamente 20,7 milhões de toneladas de soja em uma área cultivada de 5,5 milhões de hectares. Apesar de uma área próxima à do ano anterior a produção cresceu aproximadamente 28%, beneficiada pelo clima de uma forma geral.

Comercialização
Até o mês de junho foram comercializadas aproximadamente 18,1 das cerca de 20,7 milhões de toneladas produzidas nesta safra 2019/20. Esse volume equivale a 88% do total produzido. No mesmo período do ano passado, o volume que havia sido comercializado era de aproximadamente 10,2 milhões de toneladas, ou 63% do total produzido à época. Comparando os meses de junho de 2019 e junho de 2020, o aumento no volume comercializado foi de aproximadamente 77%.

Além da maior disponibilidade  da oleaginosa nesta safra no Paraná, ocasionada por uma maior produção, outros fatores também contribuíram para o aumento nas vendas. A valorização do dólar frente ao real em 2020 foi determinante para que o produto nacional tivesse uma maior procura por parte dos compradores internacionais. Há um ano o dólar era cotado a
 
Segunda Safra
O relatório também aponta que foram produzidas aproximadamente 87 mil toneladas de soja na segunda safra no Paraná. A área cultivada foi de 39 mil hectares. Os trabalhos da segunda safra de soja, de uma forma geral, ocorreram entre os meses de dezembro de 2019 e maio de 2020.
  
TRIGO

*Eng. Agrônomo Carlos Hugo W. Godinho
 
No relatório mensal divulgado ontem (quinta, 25) pelo Deral, houve um reajuste na área de trigo, estimada atualmente em 1,13 milhão de hectares e 10% superior à do ano anterior. Este reajuste foi motivado especialmente pela manutenção dos preços nos patamares atuais, em valores 30% superiores aos praticados neste mesmo período de 2019. Podemos colher nesta área 3,7 milhões de toneladas, se tudo correr bem até dezembro, suprindo na totalidade a necessidade do parque moageiro paranaense.

Também as boas condições climáticas dos últimos dias, com chuvas intensas seguidas de um período sem chuvas, possibilitaram o rápido plantio colaborando com o incremento da estimativa. Com 89% da área plantada, os trabalhos de campo podem ser considerados adiantados e 6% das lavouras a campo já estão nas fases reprodutivas, valor superior ao das 5 últimas safras para o mesmo período. Um dos fatores para a antecipação das lavouras é a escolha de variedades mais precoces, a fim de evitar que o trigo ainda esteja a campo no momento do plantio da soja.


Fonte: Divulgação - DERAL
Postado por Jefferson Silva - Data: 30/06/2020

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