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Além de serem celebrados por produzirem a maior parte dos alimentos que chegam à mesa da população brasileira, os agricultores e agricultoras familiares e da reforma agrária também são exemplo de solidariedade durante a pandemia do coronavírus. A partilha dos frutos da terra com pessoas e instituições que enfrentam dificuldade marcam a comemoração do Dia Internacional da Agricultora e do Agricultora Familiar no Paraná, neste sábado (25). 
 
Camponeses Sem Terra realizaram doações nas regiões centro, norte e sudoeste - onde se somaram também a pequenos agricultores e atingidos por barragens. Somente na ação deste sábado, foram 93 toneladas (93 mil quilos) partilhadas com moradores de áreas urbanas, indígenas, instituições e hospitais. Com as ações de hoje, a campanha de solidariedade do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no (MST) do Paraná atinge 350 toneladas. Em todo do Brasil, a mobilização soma 2.500 toneladas e centenas de iniciativas coletivas de prevenção ao coronavírus e de reação à política genocida do governo Bolsonaro. 
 

Terras repartidas que geram fartura de alimentos

Mais de 5 mil famílias da região centro do Paraná realizaram a maior doação de alimentos do MST desde o início da pandemia, com cerca de 80 toneladas. A ação envolveu 20 comunidade, de 9 municípios, que juntas formam o maior complexo da Reforma Agrária da América Latina. 
 
Ao todo, 5.300 kits de alimentos foram distribuídos e chegaram nas mãos de famílias em situação de vulnerabilidade e entidades de Laranjeiras do Sul, Rio Bonito de Iguaçu, Quedas do Iguaçu, Espigão Alto do Iguaçu, Goioxim, Cantagalo, e para as 8 comunidades da Terra Indígena Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras. 
 
Norte do estado, 12 toneladas de alimentos saudáveis foram doados nos municípios de Florestópolis, Porecatu, Centenário do Sul e Arapongas. A ação foi resultado das partilhas de mil famílias camponesas de assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária. Já no sudoeste, assentamento e acampamentos do MST contribuíram com 1650 mil quilos das 10 toneladas de alimentos arrecadados de maneira conjunta com diversas entidades. 
 
Marmitas da Terra 

Em Curitiba, mil marmitas foram distribuídas às pessoas em situação de rua, moradores da periferia e entregadores por aplicativos, nesta quarta-feira. A ação abriu a celebração do MST do Paraná para o Dia do Agricultor e da Agricultora Familiar.
 
A produção das marmitas é feita por integrantes do MST e de organizações parceiras todas as quartas-feiras, desde o início de maio. Ao todo, cerca de 8.800 marmitas foram produzidas. As refeições têm a maioria dos ingredientes alimentos vindos de comunidades do Movimento, de várias regiões do estado. Também foram produzidas e distribuídas 600 máscaras de tecido. 

Fotos: 
  • Agricultores Sem Terra de Quedas do Iguaçu_Breno Thomé Ortega
  • Bispo Dom Carlos José de Oliveira no assentamento Dorcelina Folador, em Arapongas_Arquivo MST PR
  • Distribuição de leite em Quedas do Iguaçu_Foto Daiane Prado MST-PR
  • Doações de alimentos no sudoeste, feita em conjunta por várias entidades_Geani Paula_ Assesoar
  • Entrega de alimentos em Rio Bonito do Iguaçu_Foto Joka Madruga_Terra Sem Males
  • Entrega de Alimentos no norte do Paraná_Foto Igor de Nadai MST-PR
  • Partilha de alimentos na Terra Indígena Rio da Cobras, em Nova Laranjeiras_Foto Giorgia Prates_Brasil de Fato PR
  • Partilha de alimentos na Terra Indígena Rio da Cobras, em Nova Laranjeiras_Foto Wellington Lenon MST-PR
  • Praça São Pedro em Quedas do Iguaçu_Foto Breno Thomé Ortega

 


Fonte: Jaine Amorin - Divulgação -
Postado por Jefferson Silva - Data: 27/07/2020

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