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O milho é o cereal mais produzido no mundo e tem uma enorme versatilidade. Estima-se que há mais de 3.000 derivados do milho, tanto para consumo humano como industrial.
Os primeiros registros existentes do cultivo do milho datam a mais de 7.300 anos em pequenas ilhas do litoral mexicano. O milho também chamado de maiz (Zea Mays) representa atualmente em torno de 21% da nutrição humana no planeta.

Seu uso vai desde a produção de cosméticos até explosivos. Derivados do milho são usados na indústria de aviões e automóveis como componente na areia para fundição de peças.
A maior produção concentra-se nos Estados Unidos que representam pouco mais 32% do total mundial. Já a China, 2º maior produtor mundial de milho, produziu 257 milhões de toneladas na safra 18/19. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial do cereal, chegando a produzir quase 100 milhões de toneladas na safra 2018/19.
A produção de milho no Brasil para a safra 2019/20, pode novamente atingir 100 milhões de toneladas. Entretanto, as condições de clima ainda são uma grande incerteza, e a falta de chuvas estão castigando as lavouras do sul do país.
 
Paraná é o segundo maior produtor de milho Brasileiro
A produção de milho brasileira está concentrada no Estado do Mato Grosso, este detém aproximadamente 31% de toda a produção de milho. Com 17% da produção brasileira o Paraná é o segundo maior produtor de milho nacional. Em terceiro lugar encontra-se o Estado de Goiás.

O Estado do Paraná é importante produtor de proteína animal, com destaque para a oriunda de aves e suínos. Neste sentido a produção de milho no Estado é relevante e necessária para suprir a demanda dessas cadeias. Hoje a produção de milho concentra-se na segunda safra, que no ciclo 18/19 representou mais de 80% do total de milho produzido no Paraná.
(fonte: Departamento de Economia Rural – DERAL)
 
Panorama regional do milho
O Departamento Técnico da Coprossel busca estar sempre atualizado com as mais novas técnicas da agricultura, repassando estes conhecimentos aos associados e sempre acompanhando de perto o desenvolvimento das lavouras. As condições de clima e atendimento especial aos cooperados resultaram em recorde na produção e recebimento de grãos pela cooperativa.
Embora nesses últimos dias de modo diferenciado devido à pandemia, o atendimento e assessoria técnica continuaram . De acordo com o assistente técnico da Coprossel, engenheiro agrônomo Tiago Jose Reis Stawniczyi, as lavouras da região estão em diferentes estágios de desenvolvimento devido às datas de plantio. Segundo ele,  os tratamentos necessários foram aplicados e a partir de agora todos estão esperando a ocorrências das chuvas.
“No mês de janeiro tivemos um volume maior de chuvas, mas no geral a safrinha tem sido fraca de chuvas. Essa condição vai prejudicar o desenvolvimento do milho na região e podemos esperar uma perda parcial na produção, devido ao estresse hídrico”. Algumas lavouras devido ao manejo e potencial produtivo ainda poderão ter boa produção. Por exemplo, o híbrido 8480 da Agroceres, que foi plantado mais no sedo, sentiu um pouco menos a falta de chuvas e a fase de requeima, em especial em áreas com menor compactação de solo. Também o AG 9050 que priorizamos na abertura de safrinha devido ao potencial produtivo maior, no geral estão boas, porém ainda não sabemos como vai ocorrer as condições de chuvas futuras, que podem alterar a produção, relatou  Tiago.
 
No último boletim do Departamento de Economia Rural (Deral)  divulgado em 13/04, apontava que 70 % das lavouras de milho paranaenses estava em fase vegetativo, 22 % em floração e 6 % frutificação.


Fonte: Jornalismo RCA - Assessoria Coprossel
Postado por Jefferson Silva - Data: 28/04/2020

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